Ser ou não ser? O Canadá é para mim?

Algum tempo atrás, fui entrevistada pelo jornalista Peter Howard Wertheim, que me perguntou “quais são as vantagens do Canadá, comparado à Europa e aos EUA”. Isso me fez refletir que, mais interessante do que as vantagens, são os motivos pelos quais o Canadá é capaz de oferecer esse diferencial. A primeira parte do artigo de hoje descreve essas razões. A segunda parte é uma reflexão sobre como avaliar as vantagens de uma mudança dessa magnitude através de um bom planejamento.

O que faz do Canadá um país diferenciado para se viver?

Sem preconceito: Saiba que, no Canadá, o preconceito de qualquer espécie é extremamente mal visto e recriminado quando expresso. Não há qualquer diferença entre gêneros, mesmo os transgêneros, e a sua cor, religião ou a forma como você se veste jamais serão motivos para você não ser contratado ou para não frequentar determinado ambiente.

Essa ausência de preconceito não é apenas um fator cultural. A política de contratação de pessoas que vivem fora do Canadá é inédita no mundo e reduz as chances de xenofobia provocada pela concorrência no mercado de trabalho, pois, para o estrangeiro ser contratado a partir de seu próprio país, deve passar por uma aprovação governamental chamada labour market impact assessment, o LMIA. Esse procedimento visa evitar que trabalhadores estrangeiros “roubem” trabalho dos cidadãos e residentes permanentes e que sejam contratados por salários abaixo da média do mercado local.

Já a política de imigração é realizada de forma que os imigrantes sejam um mecanismo de controle econômico e do mercado de trabalho, ocupando vagas de trabalho ociosas, movimentando a economia através do consumo e gerando recursos via pagamento de impostos. O cidadão canadense sabe que apenas indivíduos qualificados são selecionados pelos oficiais de imigração e entende que a presença do estrangeiro é necessária à saúde financeira do país.

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Aprendizado: O Canadá é uma “escola” no que se refere à solidariedade e inclusão. Seu povo sempre age pensando no benefício ao próximo e se pergunta se pode prejudicar alguém com suas ações, antes de realizá-las. As crianças aprendem, antes de começarem a andar, que o todo é mais importante do que a unidade, mas o todo trabalha pela unidade, para obter igualdade.

Receptividade: Ao contrário do que se imagina, o canadense se comporta de forma bastante diferente do britânico, seu ancestral, e do estadunidense, seu vizinho, e recebe os imigrantes de braços abertos e de forma calorosa. É claro que isso é justificado pelos quatro parágrafos anteriores, mas o resultado não poderia ser melhor para nós, estrangeiros. O Canadá tem um povo acolhedor e nós nos sentimos imediatamente bem vindos, desde o momento em que passamos pela imigração.

Estrutura: Esse gigante do Norte é considerado o país mais multicultural do mundo e é também o mais preparado para receber imigrantes. Além de oferecer, em seus websites oficiais, informações detalhadas para solucionar qualquer dúvida, possui os newcomers centres, onde o recém-chegado recebe suporte gratuito de todo tipo: ajuda para confeccionar currículo, para buscar emprego, para encontrar um caminho, um produto ou mesmo para socializar. Os residentes permanentes têm direito a aulas de inglês e francês gratuitas, bem como a alguns treinamentos profissionais. A organização é incrível!

Iguadade: O nível de desigualdade social é bem pequeno e todos trabalham para reduzi-las o tempo todo. As pessoas frequentam os mesmos lugares, tratam-se da forma como esperam ser tratadas e ninguém tem privilégios por sua condição financeira ou posição organizacional.

Facilidade de obter a cidadania: Após quatro anos de residência permanente, efetivamente vivendo no Canadá, o imigrante pode se inscrever para os testes de cidadania. O governo estuda uma redução desse tempo para três anos.

Além disso, esse é um país cujas cidades figuram entre as mais seguras do mundo, abrigando algumas das melhores para se viver, onde a saúde e educação são públicas, sendo essa última, referência mundial.

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Ser ou não ser?

O brasileiro é um povo muito impulsivo e tende a achar que o jardim do vizinho é mais verde, principalmente quando vive tantos problemas econômicos e sociais. Mas não basta olhar para essa lista aparentemente perfeita e decidir migrar. É necessário ter a consciência de que, quando nos mudamos de país, há sempre uma troca. Há muitos ganhos, mas sempre perdemos algo de bom, também. O afastamento repentino dos próprios referenciais é algo bem mais complexo de se lidar do que se pode imaginar. Mudar não é fácil, exige força de vontade e um olhar constante para frente.

Quando converso com os meus clientes, sempre pergunto: o que é qualidade de vida para você? Para algumas pessoas, qualidade de vida é segurança, estabilidade, saúde e educação de qualidade. Para outras, é poder viajar, almoçar em restaurantes nos fins de semana e ter empregada doméstica. Sem a pretensão de fazer qualquer julgamento, pois não há o certo e o errado, mas o que é bom para cada um, o Canadá é para os primeiros, pois a saúde e educação são públicas, mas os demais serviços são caros. Os hábitos de lazer são um tanto diferentes dos nossos hábitos.

Uma das coisas que mais preocupa os brasileiros é o frio. A adaptabilidade ao inverno canadense é uma incógnita. Tomo como exemplo, a minha experiência: eu sou a pessoa mais friorenta que conheço e, ainda assim, o inverno se tornou a minha estação favorita. Os ambientes aquecidos e agasalhos adequados me permitiram aproveitar o melhor do frio. Eu aprendi a praticar os esportes do gelo, podia ver o alvorecer todas as manhãs, e ainda havia o maravilhoso silêncio abafado da neve, uma bênção nas cidades grandes. Meu marido, que é metade alemão e calorento, achava frustrante ter apenas 8 horas de sol por dia e ver a paisagem sempre branca por três ou quatro meses, preferia as outras estações. Mas, se antes da nossa mudança me perguntassem como nos adaptaríamos ao inverno, eu não pestanejaria em dizer que eu sofreria e que ele adoraria. Portanto, não há como prever, só experimentando!

Fazer uma visita prévia ao local onde você considera morar, pesquisar sobre hábitos, costumes e entender o quanto você acha que será capaz de se adaptar à cultura local são os primeiros passos para ser assertivo na tomada de decisão.

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Planejamento

Planejamento é o segredo para reduzir as chances de frustração. Já vi muita gente se mudar para o Canadá “na cara e na coragem” sem fazer muitas contas. Algumas pessoas acabam por passar dificuldades financeiras. Creia-me, quando isso acontece em um país que não conhecemos, o stress é bem maior.

Se você pensa em se mudar para o Canadá com a sua família, seja através de estudo, trabalho ou residência permanente, recomendo que se informe sobre como está o mercado de trabalho para a sua profissão, a média salarial para a sua ocupação, se a imigração tem interesse em profissionais da sua área, e faça uma planilha de gastos o mais realista possível. Inclua nela os custos iniciais e faça uma projeção das despesas estimadas e impostos para dois anos, de forma a poder entender se os salários de mercado atenderão ao padrão de vida que você deseja. Tenho feito esse trabalho com os meus clientes e percebi que isso os acalma, pois dá uma segurança maior na tomada de decisão.

Acho que a experiência canadense é extremamente válida, ainda que provisória. Os aprendizados que adquirimos com essa sociedade gentil e organizada são inestimáveis, e a solidariedade e a inclusão ficam impregnados em nós e nos transformam. Mesmo que nos mudemos para outro país ou voltemos para o Brasil, seremos pessoas melhores para a nossa família e para a sociedade em que estivermos inseridos.

Se você já está fazendo contas e está inseguro(a) quanto às informações obtidas, talvez se interesse por algumas de nossas assessorias.

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Lila Kuhlmann é autora do livro “Let’s Go! Imigrando para o Canadá” e sócia-gerente da Canada Let’s Go, assessoria no planejamento e execução de programas de estudo, trabalho e residência permanente no Canadá.

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