Levando dinheiro para o Canadá (Parte 2)

Conheça as opções de envio de dinheiro para o exterior que encontramos para você e entenda suas vantagens, desvantagens, incluindo o custo. Trata-se de um artigo longo, mas, também, fundamental poder ajudar DE FATO quem está pesquisando formas de enviar dinheiro para o Canadá (ou qualquer outro país).

Se você não chegou a ler o artigo “Levando dinheiro para o Canadá (parte 1)“, sugiro que o faça antes de iniciar a leitura desse post. Ele explica as variáveis que você vai encontrar e precisa avaliar na hora de escolher a forma de transferir o seu dinheiro para outro país, além de levantar os questionamentos que você precisará fazer às operadores e bancos.

NÃO TEMOS ARTIGOS PATROCINADOS E NEM QUALQUER RELAÇÃO COMERCIAL OU PESSOAL COM AS EMPRESAS AQUI LISTADAS OU SEUS FUNCIONÁRIOS.

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Opções de transferência de dinheiro entre países

1.     Bancos

O único pró relacionado à transferência de dinheiro por agência bancária é a possibilidade de enviar grandes montantes. Por outro lado, há diversos contras:

  • Os bancos geralmente são mais caros, com taxas de câmbio menos competitivas. Você paga 6,38% de IOF + a taxa fixa por transferência, que pode chegar a quase R$ 200 por operação, dependendo do banco, e ainda há a variação de taxa de câmbio praticada por cada instituição financeira que inclui o chamado spread bancário, ou seja, o lucro do banco.
  • Incidência de imposto de renda de 0 a 25%
  • O banco recebedor pode cobrar taxas adicionais – verifique isso!
  • Os bancos exigem mais informações alguns, até imposto de renda.
  • Transferências bancárias costumam demorar muito (geralmente, de 7 a 10 dias).
  • Determinados bancos não transferem dinheiro para bancos estrangeiros.

No Brasil, o Nubank e o Inter são bancos digitais, ou seja, sem agências físicas e sem taxas para movimentação interna. Hoje, para transferências internacionais, as taxas são inferiores a R$ 100 e eles prometem as melhores taxas de câmbio do mercado bancário, mas é necessário ter o trabalho de prover toda a documentação para efeito de fiscalização, assim como em qualquer outro banco. Eu testei o Inter utilizando a conta PJ e aprovei, mas isso foi antes de conhecer esse mar de possibilidades abaixo.

No Canadá, o banco similar é o Tangerine, ou seja, exclusivamente digital e com a mesma proposta de taxas e câmbio reduzido. O governo Canadense facilita o cadastro no site de imigração para quem tem conta no Tangerine, ou seja, é um banco confiável.

Se a sua decisão final vier a ser transferência bancária, pesquise bancos com mesma “bandeira” no Brasil e no Canadá e verifique se as taxas serão menores. Eu fiz isso entre contas internacionais do HSBC e valia a pena, mas o HSBC não está mais no Brasil.

O RBC – Royal Bank of Canada facilita a abertura de conta para newcomers, que podem iniciar o cadastro on-line e terminar ao chegarem no país. A única vantagem é, eventualmente, saber antecipadamente se o cadastro foi aprovado ou não. Verifique as taxas para ver se vale a pena.

DICA: Outro fator importante na abertura de conta em outro país e a negociação de um cartão de crédito. Não é fácil para os newcomers no Canadá conseguirem crédito sem um histórico. Aproveite a oportunidade e diga que quer um cartão de crédito como condição para depositar o seu dinheiro no país!

2.     Operadores de Transferência de Dinheiro

As operadoras de transferência de dinheiro são empresas que oferecem apenas serviços de transferência de dinheiro entre países. Elas costumam não exigir que você abra uma conta com elas e, geralmente, são fáceis de encontrar, desde agências postais a farmácias (essas, só no Canadá).

Você precisará preencher formulários e fornecer identificação para enviar seu dinheiro. Alguns deles oferecem serviços de transferência on-line e também estão desenvolvendo transferências via telefones celulares.

As mais conhecidas e maiores são Western Union MoneyGram, mas cobram taxas mais altas. A WorldRemit também é considerada uma grande operadora de transferência de dinheiro e incluí na pesquisa devido às indicações nos artigos sobre de câmbio.

Western Union possui cerca de 12 mil pontos de atendimento, incluindo as lojas próprias e redes de correspondentes, como Riachuelo, Gazin e os bancos Bradesco e Banco do Brasil. Os custos ficam a cargo do remetente. Ou seja: quem saca o dinheiro não paga qualquer taxa para retirá-lo na agência. Antes de realizar a operação, é possível fazer simulações prévias para ver qual será o valor da taxa de transferência. De R$ 250 até R$ 2500 será cobrado IOF 0,38% a 1,1% + taxa de câmbio + 4% + R$ 9,90 para transferências de até R$2.500,00. Valores superiores têm taxa fixa de R$100,00. A taxa de câmbio costuma ser a turismo, e não a oficial! Confira a tabela da Western Union.

Tentei fazer a simulação do custo na MoneyGram, mas o site estava me dando unicamente a opção de envio com dólar americano, claramente um bug no sistema. Deixo aqui o link para que você possa tentar posteriormente: MoneyGram – simulação.

A WorldRemit não deixa claras as taxas e não encontrei opção de transferência do Brasil para o Canadá. Não sei se é um bug ou se o serviço não existe mesmo.

Os Correios estão autorizados a prestar serviço de transferências financeiras internacionais para 26 países. O envio e o recebimento de valores são feitos de forma eletrônica. O valor máximo de envio é de USD 3 mil. Há um limite diário de R$ 10 mil para um mesmo remetente. A taxa cobrada é de R$ 35,00, mais 1,5% sobre o valor a ser enviado, incluído o IOF. O prazo estimado para a que a transação seja realizada é de 2 a 5 dias e, nesse caso, não há cobrança no recebimento da tarifa. O beneficiário será notificado pelos Correios.

Para receber dinheiro no outro país, é necessário ir pessoalmente.

FFX Office

Recentemente conheci a FFX Office, em São Paulo. Conversei com Stevan Fulnazari, gestor de novos negócios, o qual me explicou que a FFX é uma empresa que se propõe a criar canais de transferência com a menor taxa possível para o cliente. Gostei muito do modelo moderno de trabalho, o qual explico aqui:

Eles são remunerados pelo spread bancário e não por você. Seu dinheiro não passa por eles, que só apontam a melhor estratégia e preparam a papelada. Você pode consultá-los sem compromisso de contratação, mas se perceberem que oferecem um bom negócio, não haverá por que não contratar.

Para contar com o apoio da FFX e realizar o seu câmbio com eles, basta realizar seu cadastro PF ou PJ – que terá um canal para operar quando necessário. Ter este canal aberto, não gera nenhum tipo de cobrança, tampouco obrigatoriedade na sua utilização.

Achei caro o preço a ser pago para eles abrirem uma conta no Canadá para você, por isso, recomendo que você chegue lá e crie a conta antes de solicitar a transferência, mas, fora isso, acho que vale muito a pena consultá-los.

Não recebemos comissão para indicá-los e nem temos relação pessoal ou comercial com a FFX.

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3.     Remessa on-line

Nos últimos anos, algumas start-ups têm surgido com a promessa de oferecer um serviço de remessas de dinheiro para o exterior, on-line, com maior rapidez e preços menores. O cliente se cadastra no site da start-up e fornece as informações solicitadas. Depois, preenche os dados do beneficiário com o Swift, faz o pagamento e acompanha a transação on-line, através do site da empresa.

Há limites diários e anuais de transferência para o cadastro simples.  O cadastro completo segue as regras limites do imposto de renda.

Quanto às taxas, O IOF fIca entre 0,38% 1,1% + remuneração de  1.3% do valor total + tarifa bancária fixa de R$5,90 para valores acima de USD 150 e totalmente gratuita para remessas acima de USD 1500. A Remessa Online (nome da start-up) conta com um sistema de desconto progressivo tanto para o spread quanto para a taxa Swift – ou seja, são menores quanto maior o valor enviado. Vale a pena conferir.

4.     Prestadores de serviços de transferência de dinheiro peer-to-peer

peer-to-peer adicionou um novo tipo de empresa ao mundo da troca de moeda estrangeira, permitindo que remetentes e recebedores de diferentes moedas definam suas próprias taxas e negociem diretamente entre si, cortando as taxas bancárias e as margens da taxa de câmbio. Tanto a PayPal como a Transferwise são exemplos de provedores de serviços de transferência de dinheiro peer-to-peer.

A PayPal tem as taxas mais altas da modalidade e deixarei para você averiguar, pois, definitivamente, não vale a pena, ao menos, nos meses em que venho acompanhando o mercado.

As taxas da Transferwise dão um total de cerca de 2,7% sobre o valor transferido. Já incluído nesse valor está o IOF de 0,38% para transferências entre pessoas diferentes. Mas se a transferência for para você mesmo, o IOF será de 1,1%. É necessário ter uma conta para envio no local de destino e há limite de R$9 mil por operação, limitado a R$50 mil por ano, se o seu endereço for fora do Brasil. Se for no Brasil, o limite é de R$30 mil por operação, sem teto anual. Baseado no Câmbio oficial, prometem máxima variação de 5% do índice de conversão.

Embora seja a forma de transferência mais badalada da atualidade – todo mundo faz propaganda deles, no momento em que escrevo esse artigo, a Transferwise perde para a Western Union, comparação feita no próprio site deles. Você pode clicar aqui e ver se esse status mudou.

5.     Moeda criptografada

diversas moedas criptografadas. A mais conhecida é o Bitcoin, que tem sido a opção de muita gente, quando falamos de transferência de dinheiro. Você compra o Bitcoin no Brasil e vende ao chegar no Canadá, sem taxas.

O navegador de internet Opera possui um dispositivo de segurança para negociação de criptomoedas.

Conheço uma pessoa que já utilizou essa estratégia e disse que vale a pena. Nunca experimentei e não tenho como dar uma recomendação pessoal. Sugiro que você pesquise a respeito em sites como Guia do Bitcoin e Mercado Bitcoin para entender melhor como funciona. Mas, cuidado, por serem páginas patrocinadas, eu diria que as avaliações de corretaras podem ser tendenciosas. Busque informações mais confiáveis, se estiver considerando essa opção.

Gostei muito das explicações desse site: https://financeone.com.br/o-que-e-criptomoeda-e-como-investir/

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6.     No bolso

Há algumas formas de levar dinheiro consigo, ainda que “digitalmente”:

Traveler cheque: Você adquire uma quantidade de moeda estrangeira em forma de cheques com valores já pré-estabelecidos. Quando chegar ao exterior, para usá-los, é necessário assinar os cheques e trocá-los em casas de câmbio ou pagar diretamente em estabelecimentos como hotéis e lojas.

Vantagens: Caso você seja roubado, é só informar à operadora, que os cheques serão cancelados e o valor reembolsado. A American Express reembolsa em até 48 horas.

Desvantagens: Nem toda casa de câmbio aceita e poucos estabelecimentos comerciais têm aceitado. Além disso, o valor pago é um pouco abaixo do mercado. O IOF é de 6,38%.

Cartões pré-pagos: São cartões em que você coloca uma quantidade de moeda estrangeira e sempre que quiser pode fazer uma recarga, na mesma lógica dos celulares pré-pagos. Basta procurar um banco ou casa de câmbio que emita cartões pré-pagos e adquirir um deles; depois, faça o depósito no valor a ser transferido. No exterior, uma pessoa autorizada poderá realizar o saque desse dinheiro. O cartão mais utilizado é o da Visa, chamado Visa Travel Money, VTM, mas também há o Mastercard Travel Card.

Vantagens: é bem prático, pode ser recarregado pela internet e também permite acompanhar do extrato online. Em caso de roubo, ele pode ser reposto em até 72 horas, sem perda dos valores. A cotação do câmbio nele é um pouco mais barata que do dinheiro em espécie. Mas, talvez a melhor vantagem é saber quanto vai pagar pelo câmbio, já que a conversão é realizada no dia da recarga, ou seja, não há surpresas na conta caso o real desvalorize, como acontece com o cartão de crédito.

Desvantagens: há taxas para saques e também pode haver taxa de inatividade, no período em que o cartão não estiver sendo usado. O IOF é de 6,38%. Alguns sites de reservas de hotéis e passagens não aceitam.

Moeda em espécie: Algumas pessoas preferem levar moeda em espécie, mas há uma limitação de R$ 10 mil para sair do país sem sofrer tributação. Valores acima disso devem ser declarados e serão tributados. Além disso, na compra de moeda em espécie, através dos bancos, você paga 1,1% de IOF e o câmbio e o turismo, mais caro. Outro risco é o de sofrer um assalto…

Qual é o melhor?

Não há resposta definitiva e depende de suas necessidades. No momento em que escrevi esse artigo, constatei o seguinte:

  • Serviços de transferência de dinheiro mais barato com taxas menores do que: FFX Office, WorldRemit, TransferWise e Remessa online oferecem taxas e tarifas muito interessantes.
  • Serviço de transferência de dinheiro mais rápido: FFX Office, WorldRemit, Western Union e MoneyGram. Podem transferir fundos para o exterior em minutos. Valor mínimo mais baixo que você pode enviar: WorldRemit e TransferWise permitem que você transfira $ 1.
  • Transferência somente em dinheiro: WorldRemit, Western Union e MoneyGram podem transferir dinheiro sem precisar de uma conta bancária.
  • Destinos de transferência disponíveis: FFX, WorldRemit, Western Union e Bancos podem enviar dinheiro praticamente em qualquer lugar do mundo. A TransferWise está ampliando a gama de países a quem serve.
  • Transferência de montantes elevados: bancos tradicionais e FFX Office.

A Wikipedia tem uma lista de bancos canadenses compilada. Vale conferir.

Recomendamos que você analise todas as suas opções de transferência de dinheiro e reserve um tempo para compará-las antes de tomar uma decisão.

Leia mais artigos sobre o tema:

Veja como não ser duplamente tributado

Veja como fazer a saída fiscal do país

Levando dinheiro para o Canadá (parte 1)

Declaração de imposto de renda no Canadá

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Lila Kuhlmann é autora do livro “Let’s Go! Imigrando para o Canadá” e sócia-gerente da Canada Let’s Go, assessoria no planejamento e execução de programas de estudo, trabalho e residência permanente no Canadá.

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