Bem mais jovem do que você imagina

O CANADA DAY é um feriado nacional quando é celebrada a data de criação desse país: em 1 de Julho de 1867. Não se trata da independência, mas tão somente do seu nascimento. A total independência demorou mais de um século para se concretizar e a forma como ocorreu reflete bem a forma que seus habitantes gerenciam as suas vidas. Você verá que o Canadá é bem mais jovem do que imagina!

Não vou me ater a nomes e datas, porque acho isso um tanto chato, mas contarei o que acredito ser importante para que você entenda porque os canadenses são como são.

Formação do Canadá

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a América do Norte não foi toda colonizada pelos ingleses. É verdade que o primeiro europeu a desembarcar em terras hoje canadenses foi um inglês, ainda no final do século XV, mas não houve colonização, pois ele foi embora para outra missão na China. Os franceses vieram no século XVI e ficaram por ali até o século XVIII, quando os ingleses os atacaram e tomaram a parte das terras habitadas pelos franceses na América do Norte.

Ingleses e franceses passaram, então, a conviver de forma não muito pacífica no mesmo território, pois, além da diferença de idiomas e de religiões, protestante e católica, havia o ranço que Napoleão Bonaparte vinha deixando devido às batalhas travadas na Europa e no Oceano Atlântico.

Ao longo de todo esse tempo, “províncias” foram sendo criadas ao longo da metade superior da América do Norte. Quebec era a que falava francês e Ontário a que falava inglês. No século XIX, tentando se aproveitar das desavenças nas terras vizinhas, os EUA tentaram invadir a colônia britânica, sem sucesso.

O governo inglês, preocupado com essas “tentativas” e experiente com a independência dos EUA, apoiou a união daquelas províncias, sob sua tutela, no sentido de formarem uma só nação. Desta maneira, a Grã-Bretanha teria a simpatia dos habitantes de sua colônia, que defenderiam as próprias terras, e a Coroa Britânica não perderia completamente o domínio sobre o que era seu.

Marcos importantes que simbolizam o caráter de independência do país foram ocorrendo lenta e gradativamente:

1867 – criação do Estado Canadense

1915 – Forças Armadas próprias

1921 – Primeiro Ministro -chefe de governo. A chefe de Estado continuaria a ser a Rainha da Inglaterra, que representaria o Canadá frente às outras nações.

1924 – Banco Central – o país ganha a sua própria moeda, o dólar canadense.

1947 – Cidadania – os nascidos no Canadá passaria a se chamar canadenses e receberiam um passaporte nacional. Antes, viajavam com o britânico.

1949 – Suprema Corte -as apelações à suprema corte não precisaria mais ir para a Inglaterra.

1980 – Hino Nacional – Oh! Canada é cantado diariamente nas escolas, e em eventos cívicos a partir desse ano.

1982 – Constituição – A lei canadense é common law, mas há uma constituição em que se basear.

1999 – Adesão de Nunavut – último território a aderir ao Canadá como ele é hoje em dia.

A adesão das províncias ao que hoje é o Estado Canadense foi facultativa e esse processo durou até o ano de 1999, quando Nunavut decidiu se unir ao Canadá. A Constituição do Canadá, enquanto país livre, data de 1982 e se chama Canada Act, ano e que o país se separou totalmente dos domínios britânicos.

A fim de fomentar a paz na população, ficou decidido que haveria dois idiomas oficiais no país: o francês, falado no leste do país, e o inglês, falado no restante do Canadá, exceto nas terras em que vivem os primeiros habitantes, onde a língua nativa é fortemente incentivada a ser falada.

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Cultura canadense

Diferentemente da maioria dos países, onde houve uma política de assimilação e as outras culturas foram totalmente destruídas e substituídas pela do país colonizador, no Canadá impera a aceitação da diversidade. Estima-se que vivam ali, além dos cidadãos de origem francesa e britânica, pelo menos 90 minorias importantes tendo a sua identidade cultural preservada.

É possível encontrar bairros inteiros com moradores de uma mesma nacionalidade. Isso não significa que pessoas de outras nacionalidades não sejam bem-vindas ou que não exista miscigenação. Significa apenas que há uma preservação cultural que mantém a identidade de um povo, ainda que fora de sua terra natal.

O mais interessante é que, apesar de haver essa colcha de retalhos multicultural, não se percebe qualquer preconceito, seja de raça, cor, religião, sexo etc. Aliás, piadinhas sobre esses temas são muito mal vistas por ali.

Toronto é considerada a capital cultural do país, e cerca de 50% da sua população é composta por imigrantes de primeira geração. Isso significa que se você for a um mercado por ali, tem 50% de chances de ouvir um idioma diferente do Inglês, língua oficial de Ontário. Mesmo com toda essa diversidade cultural, as pessoas se respeitam. Todos adotam publicamente os mesmos hábitos e seguem as mesmas regras sociais. Às vezes tenho a sensação de que ninguém se sente excluído. A inclusão parece, de fato, chegar a todas as pessoas.

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De alguns anos para cá, tem se ouvido vozes separatistas na província de Quebec, em uma tentativa de criar uma nação francesa, mas exceto por isso, não se percebem maiores insatisfações. O governo Canadense está fazendo um excelente trabalho de valorização da língua francesa nas províncias anglófonas e espera-se que essas vozes que incitam a separação mudem de ideia.

O Canadá teve uma construção lenta, mas sólida, com preservação de valores e um olhar cuidadoso para com os necessitados, e da mesma vivem os canadenses: são planejadores, evitam grandes mudanças, adotando-as em etapas e medindo-as, pensam sempre no bem do todo, olham pelo próximo da mesma forma que olham suas próprias famílias e têm consciência da importância do imigrante para movimentar a economia do país.

A reprodução do texto acima sem a autorização da autora é expressamente proibida. Protegido por direitos autorais. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm

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Lila Kuhlmann é autora do livro “Let’s Go! Imigrando para o Canadá” e sócia-gerente da Canada Let’s Go, assessoria no planejamento e execução de programas de estudo, trabalho e residência permanente no Canadá.

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